Em todos os casos, para chamar pupilas alheias para um baile é preciso querer mesmo dançar e essencialmente ter música de pássaro no coração. Ontem eu li na folha de São Paulo, que a vida nos foi ensinando que quem é mais indiferente, sofre menos. Se for assim..morrerei de amor....porque não compactuo dessa cultura pop do desapreço, aonde tudo é ordinário, tempo em que se faz muito de tudo e se vive muito pouco de quase nada....
"Um dia posso até pagar por isso O impossivel é meu mais antigo vício Ou então Num delírio do meu coração De ver as coisas aonde as coisas não estão Tão certo Como flores no deserto Real como as miragens da paixão Havia inocência em seu sorriso..."
Quem quiser conferir meu novo trabalho teatral, a casa está aberta com uma taça de vinho ou de suco de uva na mão..depende do seu gosto...venha..chegue e faça a diferença.... na noite poética que terá Manoel de Barros, Isabel Alende e muito mais.. S.á.b.a.d.o 20 de junho Ás 19h Rato de Livraria Rua Paraíso, 790, São Paulo
PARA FALAR COM A AUTORA FALECOMCAROLMONTONE@YAHOO.COM.BR
O vício de dizer é ópio, como todo outro. Outro dia vi Caetano comentar, que com mais de 60 anos não aprendeu a calar, nem quando quer. Padeço dessa característica menina também. Há um vento em mim, que tira tudo do lugar, ainda que deseje me acomodar em conjugações verbais mais pacatas, como ouvir. Não é barulho. É um desassossego de me certificar que você entendeu o que eu não consegui contar direito sabe? Ao mesmo tempo ocorre de todas as palavras serem vulgares, para desenhar a melodia de um querer, que seja tão singelo quanto avassalador. Aquele que simplesmente chega e te alcança, em meio a mais audaciosa fuga. Aquele tipo de furacão, cujo encontro casual não traz o tempo para vestir a alma. Nunca estive na palma daquelas mãos, já ele esparramou-se entre as linhas do meu destino, descuidadamente. Teus dedos ficaram cheios de silêncio. E se me convidas à dançar sem música no coração, eu simplesmente recuso. Depois choro, porque meu peito explode na batucada intermitente de amar. Não quero pisar nos seus pés inertes. Nesse descompasso, é raro escrever nada que preste. Estou sem paciência comigo. Hoje minha mainha me disse: "minha filha talvez você fale demais...." Pode ser, ou não como diria Caetano. talvez você é que fale de menos. "Deixa eu cantar, pro meu corpo ficar odara..pra ficar tudo jóia rara, qualquer coisa que se sonhara..."
Tristeza de pássaro já chega avoando. Se o sol não vier, ainda assim é dia de festa..."O templo da paz vive dentro de ti. De nada adianta buscá-lo lá fora", mestre DeRose, codificador mundial do SwáSthya Yôga (www.uni-yoga.org)
Boneca desconjuntada, de pés tortos, apontados para a bússola dos sonhos. Tudo certo. Boneca que não almeja chegar até a terra do nunca não é boneca. E no caminho, as vezes as pilhas falham e é preciso reconectar-se ao essencial, ainda que através do exercício de movimentos imprecisos. Há uma estranheza na minha feúra, diria narcisa, mas ela faz parte da busca da minha mais pura beleza. Da flor de lótus, que bebe do suor da luta. É engraçado quando a gente se estranha. Sobra sempre um entendimento, quero crer. Nunca estive preocupada em ser a garota certa e não acho que este seja meu erro. Torta ou reta, sou aquela, que não consegue aprisionar uma palavra de amor.....e pronto. Uma vez decidi rasgar o manual e funcionar sempre na tentativa, agora..quando quebro...aguento.
Pode ser um ato de coragem e fé ajoelhar-se diante de si próprio e rezar pela beleza que reside em cada passo dado adiante. Nenhuma porta fechada pode fazer alguém de coração aberto, refém. A pele de quem traz o amor como herança é benta fora das igrejas e protegida por todos os santos.
Tá quase nascendo...um bendito fruto
Dia 20 de junho na Rato de Livraria, Aclimação, em São Paulo, estréia De Pernas Abertas para o Sol, contos para adultos...aguardem notícias...
Encontrei-me ilhada, entre paisagens maravilhosas de uma senhora Bela. Precisava salgar meu coração. E ficar assim parada, só me vendo....Manoel de Barros, um de meus mestres mais queridos já falou, que devíamos ser como as folhas das árvores no outono...cair sem fazer alarde...mas eu, exagerada, saí pelada no vento só para conferir se ferida arde no frio. Não doeu. É feito quando a gente cai da bicicleta, quando criança em tempo de aprender. Irrita, mas logo só o que se quer é tentar de novo e sair toda prosa de cabeça erguida, mostrando que não foi nada.... Eita preguiça boa....adoro, só a mente atrapalhada, querendo entender ou justificar o que não tem explicação, porque é apenas escolha. Eu não sou flor de geladeira e isto é fato, quer me doa ou não. A espécie carolcaracoladacactusmargarideus precisa de beijos do sol e banhos de água freca para estar tudo certo. A Ilha Bela é de uma beleza pleonástica....Estar em meio as águas é como virar sereia, de repente e alcançar toda a lógica das histórias fantásticas, sem carecer entendimento....
Hoje ouvi esta música, numa exagerada festa e sorri ao pensar nos excessos dos amantes...na breguice deles,ou nossa, na verdade, e achei este vídeo, meio brega também,mas irresistível....daí lembrei de quando eu comecei a gostar de Roberto Freire e de quando eu Li Ame e Dê Vexame......fiquei investigando mio core e suas referênicas, seguindo pistas, enquanto chupava um picolé de brigadeiro e rabiscava nomes dentro de um coração de areia na praia da feiticeira......
Posso assumir, se quiser, a forma de um cavalo alado, amarelo com laranaja se ficou um pouco de mim armazenado no nosso reggae em pleno carnaval, fora de época. E para suprir essa falta posso simplesmente me reinventar. Depois acontece de eu não saber acomodar as asas inquietas no vestido. Ou ainda podem me querer, de repente, no papel de uma banguela de gravata, em produção de surrealismo barato. E daí? Minha alma é indiferente à convites alheios..."Antes de te encontrar te amei.."Fernando Pessoa. Minhas vibrações são narcísicas e só atraem similaridades...demorou, mas aprendi a sintonizar o rádio, graças ao SwáSthya Yôga, inclusive. E se tudo parecer reverso...tudo bem De costas, o mundo me revela, ainda, mais todas as suas intimidades. Nós pés e nas mãos temos todas as escolhas do ir e vir.Isso quando o coração não embaça de querer ficar. Entrar e sair de filmes mudos, hora como protagonistas e segundos depois como figurantes é o jogo do grande teatro do absurdo. A Vida. Eu não cheiro ao teu café, passado nos dias anteriores. Nada sucedi. Apenas aconteço agora na história. E, a propósito, cheiro mato. Virgem de nós. Misturado com baunilha. Meu perfume é o Femme. Pode ser demasiado forte, para ofatos viciados. Em meio aos enredos de sempre, vale dizer que, talvez, o que se passa no bastidor da nossa vaidade é por vezes o que nos resta de liberdade poética..... a realidade é que tenho me sentido represada e fictícia. Oh realidade, eu te invento..Clarice Lispector
Sou atriz e jornalista. Pratico o método DeRose. Sou instrutora de SwáSthya Yôga, com prazer e muita honra. Simplesmente amo artes cênicas, literatura e o yôga mais antigo, pré-clássico, codificado pelo mestre DeRose, que chamo de "meu mestre" não com posse, mas com amor de admiração.
Sou devota da liberdade, da beleza, da força que tem a leveza, do sorriso, da troca, da lealdade e do fluxo de tudo que perfuma a vida. Gosto do sol, tanto quanto da lua, mas é de noite que me festejo. É, quase sempre, quando meus instintos acordam e as palavras me tiram para dançar. Sou flor do mato. E também vento, tato, cio, mar, riso,menina, velha, boba,vivaz,yôgíní, milagre, fêmea, feminina,Shiva, chocolate, pimenta, pecado ...sonho....saliva...tempestade....quantos símbolos vestem um ser?? Nunca soube, talvez pela confessa predileção da nudez. Meu gozo pousa manso e quente no estar, mais do que no ser. Tenho fome do agora. Quero realizar tudo que cabe num minuto meu. Isso é sucesso. Ralho comigo quando a palavra (poderoso mantra) transformo em amuleto da dor, mas acontece. Quero a letra que me ultrapassa e conjuga a alegria sincera de que nada depende, além de estar vivo.